martes, 31 de mayo de 2011


"E sei que a poesia está para a prosa
Assim como o amor está para a amizade
E quem há de negar que esta lhe é superior?"
Caetano Veloso

lunes, 30 de mayo de 2011

Reflexão


Para repousar as ideias,
Descanso a caneta...
Para que os pensamentos
façam o mesmo...

domingo, 29 de mayo de 2011



Theatro XVIII. Peça “Doido”. Aqueles dias em que caminhamos sem saber a direção exata. A sugestão de poesia, mesa do escritor, pensamento inquietante dos temas humanos, amor, destino, dissabor, pareceu-me convite mais que amável. Assistir àquele monólogo, que reunia tantas intertextualidades, Shakeaspeares, Camões, Van Gogh, Oscar Wilde. Vi tantas coisas das quais penso, que em absoluto tive o contento de meu pensamento não ser louco, já que minhas inquietações estavam representadas como parte da vida humana. Á medida que aquela interpretação intersticial me tocava, eu era tomada por um desejo latente de registrar aqueles momentos e levá-los para a posterioridade – através da escrita, já que a memória fortuita deixaria tudo aquilo passar. Peguei a caneta e ainda no escuro comecei a registrar...

Ele falou muitas coisas, duas me chamaram atenção – a boneca Barbie, despida, sobre sua mesa de escritor representava sua mulher, que naquele momento desejava ir embora com outro. E ele dizia vá – e deu muitos motivos para que ela fosse. “Ele é mais bonito, veleja, viaja, anda de moto, estes que passam pela vida com o ar corajoso, rompante de quem vence o mundo...”. Em contrapartida, “eu já perdi a volúpia de chegar rapidinho, ao ter o prazer de chegar...”,esse ai, não pode ser bom em tudo... Eu posso não ser tão bonito, não ter o domínio da voz como ele, mas sei algumas poesias de cabeça e possuo a arte de ouvir... Sei fazer uma massagem quando você está cansada...”. Naquele momento de pouca calma ele destaca“ tem a hora dos violinos e tem a hora dos tambores.... “. Eu ainda não consegui ultrapassar a barreira larga entre a timidez e a ousadia”. Aquele personagem, era a melodia da minha loucura “ em cada homem existem duas almas que se opõem, longe de nós escolhê-las. “Conserva as duas a terna e grosseira”.

Depois ele segue falando que enquanto poeta, ele foi educado pela emoção. Que diante da solidão em que as pessoas vivem, passam pela vida e não são felizes. Ele prefere sua mesa de escritor, onde conhece todos seus personagens, costumeiros de todas as noites. Os quais o embriagam, porque a verdadeira cultura não está nos livros está nos nervos, nos órgãos sensíveis. E a paixão é o que o embriaga, porque o mundo de sua imaginação é infinitamente mais interessante que o mundo real. Daí ele dá a definição do poeta – um ESCRAVO– não do amor, já que não é o amor que vale a pena, mas os arredores ...

Eu já estava imersa em reflexão mais que profunda, eu podia encontrar e encontraria qualquer coisa que se assemelhava ao que desejo, efêmero e passageiro. Porque o amor semelhante aos dos contos literários é um ideal que passa, porque nada se mantém no mundo das coisas. Não tinha dúvida de que poderia ouvir muitos eu te amo, ou uma canção, como Pétala na lagoa do Abaeté, nos primeiros anos de minha mocidade, foi um beijo de verdade... Mas tudo passa.... E o que valeu pensarei eu no final da vida, é certeza de que passei pela vida “procurando-me e não as palavras”.

A rivalidade entre a terna e a grosseira que me habitam é constante... Mas não posso encerrá-la, essa é minha lareira. As velas que conduzem o meu barquinho. Posso incomodar muitos com minha dual paixão, mas essa é minha busca, posso encerrar a labuta com um personagem, mas a história continua... Porque tenho certeza de que um dia me encontro, nesse incessante percurso angustiante e delirante de estar VIVA!

viernes, 27 de mayo de 2011



Participei ontem do encontro Igualdade Racial na Biblioteca Central da Bahia
promomovido pela Ordem dos Advogados da Brasil (OAB).
A partir das discussões estabelecidas percebo quão egoístas somos,
o mundo de cabeça pra baixo, marcado por racismo, desigualdades socias, problemas
na educação,saúde e o sujeito ainda se lamenta por um olhar,
por alguém que se perdeu no ar, por ideiais de fantasia.
Eis prática mais que egocêntrica!Só olhar pro umbigo...
a música já diz "românticos são loucos..".
Por isso que buco o ar do realismo ou a frieza técnica dos parnasianos.
Pensar propostas de amenização do caos educacional vivido
pelo país é tarefa coletiva e individual .
Exige alternativas de mudança social tão apaixonadas quanto as cartas de qualquer enamorado! Só paixão pelo país, pelas pessoas, é capaz de apontar para
caminhos mais justos de sobrevivência e de condições iguais para parte significativa das pessoas.

jueves, 26 de mayo de 2011

Flores Vermelhas


Começava o dia. No ônibus uma mulher acenava desesperadamente. A figura daquela mulher me envolvia em lembranças deferentes. A primeira mulher que me ofereceu flores vermelhas, confeccionadas por suas mãos de artesã. E eu me perguntava quanta poesia habitava naquela que imitava a arte de forma tão bonita.

Era uma nova fase em minha vida, era uma fase em que as flores se alternavam com as dores do quadro de Salvador Dali. Sair do ovo, conforme expressa a pintura era sempre uma questão existencial muito acentuada. A vida não é, nem nunca foi fácil, as flores são válvulas de escape que atenuam o desejo. Quantas vezes perguntei aos meus alunos “onde está o seu desejo”. Os olhos dos meninos brilham, em tradução absoluta, lê-se se-xo! O das meninas alterna entre o desejo da carne, a longas esperas do “amante à moda antiga do tipo que ainda manda flores”, há aquelas que suspiram pelos ardores da profissão.

Em meu coração, ainda é muito difícil definir meu desejo, onde quero, ou devo estar. Sexo, universidade, qualquer lugar. E isso me preocupa, porque Shakeaspeare já afirmava “quando não se sabe aonde vai, qualquer lugar serve”. É preciso definir o desejo. O desejo é a bússola que nos move no desespero da vida cotidiana. As flores são véus importantes, para, como seres pensantes, descortinarmos as verdades do mundo real em camadas, em pausa, de como deve ser... As flores mantêm suspensas as dores. Elas estão no jardim, no sorriso de uma criança, em uma ilusão vã e sem relevância de que o outro pode nos conceber aquilo que temos por obrigação de promover – a felicidade. E agora que tenho tão firme a lembrança da artesã que me ofereceu flores vermelhas, as busco em minha alma, e meu romantismo não acalma, bifurca em tantas outras dores existenciais.

As flores vermelhas ainda presentes e consistentes na escrivaninha do meu quarto apontam a constante necessidade de reencontrar, redefinir, avaliar o desejo. Para, assim, “decorarmos nossa alma” com cintilantes e não vacilantes pétalas vermelhas, fazendo a beleza de confecções alternadas pelo que nossa alma realmente pulsa em absoluta sintonia com a vida.

miércoles, 25 de mayo de 2011

Quanto vale a moeda?


E eis que a moeda dos meus melhores textos era elevada demais para o que eu estava disposta a pagar (me apaixonar).Me envolvo demais com minha produção, ainda confundo que sou eu, que é ficção...

Quero falar da bolsa de New York; Quero falar da crise no transporte urbano; Quero gritar que a juventude necessita de planos... Silenciar nascentes de fontes luminosas sugeridas por minha imaginação...Quero ver a vida sem véus, nem indecisão, nem disfarces, não me agrada maquiagem, em meu rosto tão bonito!

Eu quero extrair a seiva do meu viver. E nunca mais perecer por alguém que nem cheguei a conhecer... Isso é postura de ação na sociedade. Não é preciso recriar a realidade, se, se aprende a conviver com ela.

Prohibido Publicar !


Yo aceptaría tranquilamente apasionarme una o cuantas veces fuesen preciso
Aceptaría las lágrimas, o la risa de quien espera una vida por alguien
Que nunca saberá se vendrá...¿Adónde podría estar esa pasión?

En cualquier lugar... Travestido de mendigo o al
más nobre jovencito don Juan, pero hinchado con aires colosales de virtudes,
Era, sin duda, un castigo de dioses...

Yo aceptaría apasionarme, cometer los mismos errores
Llorar horrores por un bohemio que alteró mi equlibrio.
Sino sentirme apasionada por un chico, no hace ningún sentido!
La tensión con mi deseo genera el texto, pero no devuelve la calma,
ni la razón.

A apasionarme por muchacho ingrato prefiero la desolación
de pasar por la vida con la flecha inserida en el alma. Pasar por la vida
sin jamás haber sentido la calma, que resulta de los ratos finales de intensa lucha, explosión violenta de aquellos que se desean y tienen en la pasión su mayor aventurera de conduta.

Ay, si encuentro el cúpido vendo todas sus flechas...
y voy a vivir de sus historias, manteniendo el pueblo informado de lo que
es la pasión, gran ilusión, muy bien representada por el ese gran escultor del
amor. No fue yo quien lo mató, fueron las experiencias...

martes, 24 de mayo de 2011

O silêncio é um vazio cheio de possibilidades(Barthes,Roland)

Correria. Ônibus atrasado. Entrega de textos, várias... Expressão cansada. Falta tempo da academia. Aumenta o stress, diminuem motivos de alegria, literalmente “uma louca tempestade”. Necessidade de muitos escapes. A literatura. Os amores inventados. E uma saudade real. De que nada vivido é, ou foi parcial.
Reviro a bolsa, são cartões e tantos bilhetes, pétalas de ramalhetes nunca oferecidos, nem recebidos.

Penso naquele rosto e sinto no paladar um gosto de que tudo faz sentido. Aquele rosto de verniz própria e matéria contraditória. Onde se circunscrevia o desejo? Na impossibilidade. Era a distância. Era outra cidade! Ele residiu em tantos países a minha procura e eu o esperei por tanto tempo em aventuras do que nunca soubemos. Um cúpido desses desenhos flechou nossos sonhos. Em encontro desprovido de sentido, como todas as coisas importantes se insurgem.

Poderia afirmar que nos sentimos em mesma proporção. Aquele rosto, que inspira desejo, causa tanta repulsão. E o que repulsa é o que pulsa nele e em minha direção. Uma vaidade absoluta, de beleza irresoluta, capaz de possuir o céu ou o inferno. É nessa convicção que me desespero de insatisfação. Reconheço essa trajetória – a luta com as palavras. Querer dizer e silenciá-las. Esse é caminho perigoso de muitas paixões. Eu preciso dizer nesse cenário de ilusões o que sinto, o que vejo, o que desejo. O silêncio é qualquer meio que me desespero. Aquele rosto de menino inconseqüente não tem direito de promover alterações em meu inconsciente. Quando tenho que concordar com ele que realmente crio tudo sozinha...

Volta pra casa. Cansaço. Desejo louco de voltar à academia. Cabeça vazia, oficina do diabo. O profano e o sagrado. Beijo e abraço. Volta pra casa. Amanha bem cedo começam as aulas de dança. As pétalas de esperança banharão meu corpo, em sensação indescritível de muita endorfina percorrendo a corrente sanguinea, desaguando na premissa de que a única estima que a vida realmente prima é a do amor próprio antes de qualquer platonismo. Fantasias para abafar o tédio do cotidiano.

La felicidad


Fácil definición difícil vivirla
Alcanzar el placer de buena música
Es aprovechar cada instante...

Sino no tenemos más tiempo,
Envueltos en la vida diaria
Sólo miramos nuestra palabra

Nos volvemos hacía nosotros
Individualismo, soledad, depresión
Un mirada, una sonrisa...

Los mejores placeres no se paga
Aprieto de mano, habla con desconocidos
Hum... todo asume colores tan lindos!

El sentido de la vida...
Se vuelve más soportable
En notas suaves de alteridad!!

Amores


Soy atrapada por esos ardores
Amores mezcla de sueño y realidad

Amores que nunca fueron
Ni nunca serán de verdad...

Imagen de muchos colores
Me invitan a vivirla...

Las manos sobre el teclado
Nada es oculto todo se abre

Mi cajita de secretos es un nota
De la música simbólica de la vida

Jamás concibo las despedidas
Estoy siempre resignificando
Un presente que nunca ha pasado

Es mi ritual fantástico de no sentir
El amargo final de esos acasos.

lunes, 23 de mayo de 2011

Sozinha e as lembranças


Tantos versos expressos
Dor, desejo e lágrimas
Vida ofertada tempo
Permanente...

Como pedra imponente
Tropeça de degraus tão elevados?
Intento, inutilmente, recuperar pedaços
Restaram só estilhaços...

Saudade da paixão aquitetada
Cada querer anunciava
Como minha alma sangrava
Hoje apenas sucessivas náuseas,

Teu nome espessura do nada
Era em seu nome que o verso
Se apresentava, hoje nem um fonema
Se expressa nas veias abertas da lembrança

Quase junho...



Os olhos voltados para estrada
Saudade desejada do ar matinal

Montanha, frio da fazenda
Cancelas janelas abrem o tudo
E o nada...

Meu débil conto de fadas
É bobo para o outro

Raio de sol para poucos
Fantasia cintilante meu semblante

Se ilumina de graça musical
Com a proximidade do ritmo junino

Íntima volta às recordações primaveris.
Ay, junho...

domingo, 22 de mayo de 2011

"Um dia feliz, às vezes é muito raro..."



Ficarei devendo a poesia,
Encontro alegria completude
Com voces me sinto criança
Outra vez...

Ficarei devendo a poesia
Do poema que não veio, o poema
É a falta,um olhar, um silencio,
As vezes um beijo que se perdeu
Entre um gole e outro...

Entre a gente um gosto
Registro de felicidade
De dia não programado

Nada perdido, tudo encontrado!
Fantástico assim são todos
...dessa natureza!

Meu céu

Perco as chaves, o calendário
Mas a essência é a mesma

Passos trôpegos
Romantismo desmedido
E um desejo incontido
De achar tudo lindo...

A memória,
Volta das lembranças,
Cheiro moribundo do passado

O amor sem chaves hoje
Se configura como bestial ternura

Calendários do que nunca existiu
Apenas “sonhos que nunca deixarão
a sua condição onírica” em meu céu
De cores cintilantes de anil!

viernes, 20 de mayo de 2011

O que mais amo em mim...


A capacidade de ver tudo brilhando ou um fracasso.
Vivo os extremos, de dezembro a dezembro, nenhum dia se repete, por mais triste,
por mais alegre... Sinto-me sim diferente, pela capacidade de viver o presente como o último desejo concedido pelo gênio da lâmpada...

Acho mesmo que quando não mais houver espaço preu viver grandes emoções (todos os dias)... Medo, desejo, excitação, tropeços, acertos...Hum... posso assinar minha última sentença e deixar as depedidas a quem fica, pois minha trajetória se finda.

Hoje, sinto um gosto precioso pela vida, meu dia foi assim ...
Saboroso como o cheiro do café que nos acorda ao amanhecer.
Oxalá, dias vindouros venham em embalagens de esperança para um novo tempo...
Como hoje em que meu já faz acontecer!!!!
Há dias que nos sentimos tão fortes que dá vontade de gritar:
- COMO EU ME AMOOOO!!!!!

jueves, 19 de mayo de 2011

O primeiro amor...

Cuidava eu de acreditar em palavras
Dos homens de súditos que se fazem reis
Silenciei o dizer de todo mundo
Do que vi e ouvi ao longo da vida...
Estariam loucos os mestres anteriores
Ou estariam mudos meus ardores?
Quem são esses reis que os exalto
Recordo-me de Ruy Espinheira
Recordo-me de sua expressão
“Parnasianos só entendem de técnicas...
Mas não das coisas do coração...”.
E os sinos do outro diminuem as baladas
E entendo que a crítica pode ser uma música
Do Frank Sinatra aos ouvidos...
Se entendo que são muitos súditos que se
Fazem reis...
Hoje de manhã e pela calçada ouvi o ritmo
O valor ímpio da verdade de reis... Silenciei!?
Não sei, as caudalosas experiências me envolvem
Em mantos de conforto comigo mesma...
Estranha natureza desse povo que acredita nas
Letras, palavras... E a elas se entrega como se fosse
O primeiro amor...

miércoles, 18 de mayo de 2011

Elis e Eu


Um sonho,
Em comum:
Talento
Elis e Eu
Ti-mi-das!
Para Elis
E o Palco
Cocaína
Para mim
Doses (...)
Desconhecidas!
Há momentos
Que a embarcação
Não volta...
Remar ou se afogar?!
Não vale drogas,
Maior droga
É dizer pra si mesmo:
- NÂO PODE!!
Sem Elis ...
Estou em alto mar!
Não vou me afogar!
Os melhores cálices
Não provam ao outro,
Provam a nós mesmos:
SUPERAÇÂO!

lunes, 16 de mayo de 2011

"Falta Amor..."


A vida é uma luta constante carente de amor; Passo na Piedade e vejo estendido na calçada um corpo que à breve mirada pertence a garoto de pouco mais de nove anos. Naquela expressão que o grupo mexicano Maná cantou “falta amor, mucho amor”, que o Bandeira declamou no poema O bicho, ou nas letras da música Haiti de Caetano, sinto minando toda poesia que acredito. Porque diante do corpo do menino estendido, fazendo daquele insalubre chão sua morada, silencio minha visão mais apaixonada pela vida.

A ausência de amor nos envolve em sucessivas camadas de torpor e insensibilidade. Os olhos do mundo inteiro passam pelo menino, mas a frase de bolso é “não é comigo...”. A falta de amor corrompe a visão, sem a orientação do olhar, sem o equilíbrio das mãos damos continuidade a passos tropeços. Bichos e homem se confundiam, a minha alegria estava perdida, guardo na bolsa meu lanche, aquela exclusão tinha expressão fria e vazia demais para minha compreensão. Sem música, sem musa, sem animação.

Hoje eu lia que o músico Seu Jorge, sucesso na música brasileira, era um menino das ruas, quando o teatro o encontrou. Oxalá, tantas portas de amor à arte estivessem abertas a tantos. O amor tem quer estar como a música de Jau Peri, ou seja, como flores na janela. Enquanto a gente não se colocar no lugar dos que só sabem o que é amor pela metade, o mundo será essa eterna luta confusa, sem vencedores, ou ganhadores.

É preciso ajuda governamental, trabalho mais intensivo das ongs e da iniciativa privada. Lembrarmos que cada criança no chão, uma lâmpada de esperança apagada.. Amanhã ao acordar espero que tudo que vi e vivi hoje tenha sido um delírio literário. Quero ter errado meu canto e acertado o amor, ao menos por uma única vez. Porque a única forma de amor que acredito que está vivo é essa chama de esperança da participação social, todos pela mudança.

sábado, 14 de mayo de 2011

SER FELIZ


A cada instante que vivo, uma certeza – o conceito de felicidade é individual - caminho que cada um tem que encontrar o seu! Não sei por que tanta gente ainda insiste em dizer-me o que fazer. De um lado, vejo um louco feliz com a loucura, outros felizes com as artes e tantos felizes com a amargura de seus amantes... A felicidade pra mim, não está no exercício diário, na academia, no amigo, no alunado, não... Isso seria um erro.

A felicidade está no conjunto. Preu dizer que estou bem com o mundo preciso estar em harmonia com tudo que me cerca. Para alguns é muito difícil entender, sobretudo a minha necessidade de escrever. Confundem hobby com valores, por muito tempo entrei conflito. Mas agora entendo, minha felicidade não está em Chico, nem Francisco, como diz o dito popular. Daí coloco cera nos ouvidos, dar pouca importância a algo, e faço o que me distraio!

Nosso problema é que nos preocupamos demais com o outro e deixamos de cuidar de sermos felizes. Se entendêssemos que a diversidade em que vivemos e a impossibilidade de termos um modelo único de felicidade (unicidade).... Entenderíamos de verdade que o que importa mesmo é nos entendermos e nos aceitarmos.

De resto é sabor amargo trazido por quem apresenta um conceito deturpado de ser feliz. Adoro meu amigo, mas odeio, quando ele vem me falar em valores... Para mim único valor moral e ético que existe é universal é ela a felicidade desde que não violemos o espaço do outro, está liberada e levantada toda qualquer bandeira em defesa do estado de SER FELIZ!

viernes, 13 de mayo de 2011

Quase um adeus!

Não é porque a música de Jorge Vercilo acabou, não é porque minha cabeça doeu ou meu time não ganhou, não é nada disso, e, dessa vez, nem foi meu coração quem vacilou! A serenidade bate em meu rosto, e vou sentindo aos poucos a força se desfazendo. Agora sem muso e sem o sol de dezembro, eu vou “sem lenço, sem documento”, sem motivação e sem violão. Meu instrumento preferido que infelizmente não habita meu corpo vão. Hoje eu podia falar de muitas coisas de poesia à teoria da relatividade, falar das minhas descobertas em tantas esferas e conquistas de tantos espaços, mas hoje o silêncio do mundo me encerra. Meu desejo é de manter as portas abertas, quando são tantos os anéis que me encerram. Sinto-me aprisionada pelas próprias palavras. Sei que o tempo nesse cárcere pode elevar a radioatividade e asfixiar-me.

Oh, que pena, morrer menina tão linda, diriam uns, era uma pessoa tão boa e sem problemas, diriam tantos outros. Todos são normais até que adentram seus países. Ela, hoje, só hoje, estava triste... Não queria remédio, não queria prece... Atualmente era tão raro entristecer-se que acreditava que o sabor era de embeber-se com direito à ressaca, queria curtir o avesso da sua alegria evasiva e transitória. Desse seu sabor bobo de vitória. Hoje não havia príncipes, nem reis, hoje era apenas uma donzela a vagar pelos becos escuros de seu mundo. Sentia muito mais medo de sua solidão, que da escuridão. Escuridão que aprendeu a domesticar, manuseava os objetos à disposição de seus dedos, sabia apenas que era preciso cuidar das pessoas se não elas esmaecem como as coisas. De resto, dinheiro, valores, eram supérfluos.

Hoje estava de braços abertos, num silêncio indizível, todos que passavam identificaram nela uma celeste calma, quase a confundiram com um anjo. Somente quem conhece sua efusiva excitação e seu saltitante coração sabe que momentos de paz naquele rosto de tão belos contornos era mais sinônimo de preocupação, que de contemplação. Ela se despedia da vida, nessa noite. Sem morte, sem ardores, sem nada que pulsa, nessa repulsa que a ameaça nesses últimos momentos de existência poética. Quase um adeus!

miércoles, 11 de mayo de 2011

Como eu me sentiria se eu participasse de um campeonato análogo ao da fábula do coelho e a tartaruga?

Todos a ouviram na infância, ao menos uma vez na vida, após iniciada a corrida, o coelho sai em disparada, ao se aproximar da linha de chegada, decide parar pra descansar, já que a tartaruga é tão lerda e dele vitória era certa. Eis, que nesse momento, o coelho cochilou e a tartaruga cheia de elegância, desfilou, e ganhou a competição. Moral da história – o esforço pode vencer um talento natural.

Eu já participei de muitos campeonatos, mas são poucos os que dão mais gosto na competição. É preciso que haja algo de ligações químicas, é preciso que haja combustão. A aproximação das moléculas tem que resultar de processo de interação, quiçá uma força de atração e repulsão. Embora eu não entenda muito bem de química, creio que era isso que acontecia entre a gente. Um sujeito diferente, que promovia em minhas condições ambientes correntes elétricas diversas! Um jogador como poucos, eu podia amá-lo ou odiá-lo, e ele permanecia dentro das regras do jogo. Desse modo, atestando-se como um habilidoso coelho, e eu sabia, e me divertia vê-lo em seu novelo para a apreender-me.

O coelho só não sabia que minha lerdeza característica resultava de uma atividade imaginativa muito prazerosa, quiçá minha ocupação mais gostosa. Desde o princípio nos definimos pelos extremos dos pólos – teoria e prática. O que ele não sabia era que qualquer ponto da partida que permanecesse no primeiro pólo me favorecia. Daí, eu retomava ao meu jogo predileto de escritor, em organizar as coisas do mundo real ou concreto a partir da brincadeira com as palavras. Era preciso reconhecer seu valor, ele quase ganhou, assim como o coelho, também... Bastava um lance prático, e estaria para sempre silenciada a sua maior adversária dos últimos tempos.

Em homenagem ao a esse animalzinho que de longe inspira aproximação e de perto repulsão, me agradaria dizer que o amor continua sendo o elemento de minha tabela periódica de maior predileção. Falar em amor me inspira paixão, solidão, revelação. E jogar com ele, foi uma das melhores coisas que já me aconteceu, porque descobri que as forças de cargas iguais se repelem. Assim jamais o açúcar advindo do alto (pedestal romântico) teria pra mim o mesmo sabor... É preciso esse jogo! E se a aflição o persiste acerca da minha possível renúncia em brincar (escrever)... Posso tranqüilizá-lo! Segundo os especialistas nunca renunciamos a nada... É difícil pro homem renunciar um prazer que já experimentou. Aquele olhar de onde a poesia vinha...

martes, 10 de mayo de 2011

A águia da Juventude

Um dos princípios básicos que o professor aprende antes de entrar em sala é que a aula não pode ser nem muito fácil, nem muito difícil, pois, caso assim seja, o estudante perde o interesse pela natureza do conteúdo apresentado... Eu sempre fui uma estudante nesse estado, já que a um não domínio do problema manifestado, prefiro abandoná-lo, desse modo, foram poucos os professores que alcançaram o equilíbrio em suas classes e se imortalizaram em meu cognitivo e itinerário.

A discussão sobre a participação social dos jovens na sociedade me remete à premissa de que é necessário um convite amável à mudança à juventude. Com imposições ou ignorância, eles farão como tantas vezes fiz... Dar as costas para o problema para que outrem resolva. Vivemos em um contexto de muitas transformações sociais, políticas, econômicas. Contudo, vemos, na maioria das vezes, os problemas passarem aos nossos olhos ou ouvidos pelas ondas de rádio ou tevê. Daí, pensamos que não precisamos nos envolver. O menino que bate ao vidro do carro, se tornou mais um marginalizado que pode até tocar-me momentaneamente, mas não é um problema é meu. Onde estão as autoridades? Daí, começamos a construir uma árvore genealógica do político atual a sua enésima geração para culpá-lo. E nosso papel?

A juventude precisa contestar o discurso que a fizeram crer que ela pertence a geração nascida sem asas, ela é uma caixa de surpresa que precisa ser motivada para integrar-se e transformar. A história é precisa em mostrar-nos que quando a juventude assume seu papel ativo no social, é capaz de promover a mudança. A instância mais elevada do poder – a presidência- foi abalada por uma manifestação de jovens na década de 90. Isso mostra que a recriação de nós mesmos é possível, recriarmos é uma necessidade que deve ter apoio nas artes a fim de expandirmos o eco de nossos ideais. Cazuza já cantava “ideologia quero uma pra viver”. Somente através da participação social, conseguiremos fazer valer nossa cidadania. Nós, enquanto jovens, precisamos nos mobilizar. Nesse sentido o papel da escolas, dos grêmios, das ongs exercem crucial importância nesse processo de mudança. Como veículos facilitadores das trocas de idéias entre grupos. Vale destacar que o advento da tecnologia contribuiu bastante para interação dos jovens sem necessariamente exigir uma fixidez do indivíduo num lugar. Basta a rede e em uníssono os jovens fazem valer seu grito.

Precisamos, enquanto jovens, lembrar-nos cotidianamente do livro A águia e a galinha de Leonardo Boff. Nos criam como galinhas, mas trazemos a águia dentro de nós. Eu acredito nisso. Foi numa ong, que tudo em minha vida se transformou, tudo passou a fazer sentido, a literatura, o jornal, a carta aos órgãos de poder, a gente vai descobrindo-se com voz, vai identificando nossas asas e quando tentam cortá-las.. Ah, já é tarde a águia quando mergulha no seu vôo de liberdade, não mais aceita migalhas para galinhas...

domingo, 8 de mayo de 2011

Abro o jornal...

Uns cheiram resina
Outros refinam cocaína
Mas um morador queimado
Nosso bicho alimentado!

O bicho que somos...
Caçador da própria espécie
Não vejo prece, vejo no pátio

Que não somos lindos...
Somos horrendos incivilizados
Conflito estabelecido - fugimos
Nosso itinerário distanciarmos
De nós mesmos...

Dia do Lobo Mau

Era uma vez... Chapeuzinho Vermelho passeava feliz e saltitante pela floresta atendendo ao pedido da sua mamãe de entregar doces a vovozinha. Tudo transcorria lindamente, quando não mais que de repente, surge o lobo mau, e conseguiu, finalmente, persuadir a menina. Vale fazer uma analogia com o dia de hoje – Dia das Mães.

Em primeiro lugar, quero deixar claro que, assim como a menina Chapeuzinho, também acho que ser mãe é uma dádiva, uma mão de Deus que se estende na vida dos mortais. Ninguém hesita que mãe é aquela capaz de doar a própria vida pelo filho. Contudo, assim, como o lobo mau fingiu-se amigo da chapeuzinho, as empresas de publicidade exploram cada vez mais imagens, signos, sentimentos. Daí, temos a impressão de quanto mais caro o presente ofertado às mães mais estamos em dias com nossas progenitoras.

O que me incomoda é o vale tudo das empresas de publicidade. Dia das Mães virou estratégia de mercado, e “lobos maus” não faltam para inserir-nos nesse jogo do consumo. Para quem tem o bolso vazio, parcela a prazo, se não tem cartão, abre-se o crediário, se esqueceu dessa data, não se preocupe as grandes empresas não vão perder esse lucro. Assim, um belo presente será solicitado nos comerciais das perfumarias, das casas de cosméticos, vestuários, é a grande estratégia em tempo esperado. Aquece e como aquece a economia.

Eu gosto mesmo de ser uma filha como a Chapeuzinho, não trouxe doces para minha mamãe, colhi flores com muito carinho. Mãe para mim é esse poço de candura que me acolhe a cada amanhecer, seu presente procuro tecer durante 364 dias do ano. Porque ilusão seria acreditar que qualquer valia pode valorar o que não tem preço – amor de berço. Mãe é riqueza que mamamos no peito e logo devemos, unicamente cuidá-la, sem medalhas, sem perfumes, sem supérfluos, mãe é o belo aroma que espero ter pra toda vida.

viernes, 6 de mayo de 2011

E se fosse tudo conto de fada...

Era uma vez A Branca de Neve e os sete anões... Tudo podia ser lindo se sua madrasta não lhe lançasse o feitiço da maça e ela adormecesse por longos e longos anos, até que um belo príncipe atraído por sua beleza a desperta e a beija, e os dois são finalmente felizes para sempre. Ao fazer a releitura desse conto na minha era pós moderna, imagino como se configura o amor na nossa era. O que é ser feliz nesse cenário? Encontrar o príncipe encantado? E onde ele estaria, no palácio ou no ciberespaço?!

A busca pela felicidade no amor tem sofrido muitas mudanças nos últimos tempos. Aonde que a Bela contaria com o apoio da ferramenta computador e da rede pra conversar com seu amor? Seguramente, se fosse nos dias de hoje, a Bela tomaria um susto com essa onda de relacionamento romântico via net e com os novos padrões de ética da sociedade off line. Já que é sabido que a internet modificou o domínio romântico. Hoje com tantas alternativas de interação na rede, difícil mesmo é quem não interage. Um email de amor ou de amizade é cada vez mais freqüente na intimidade de cada um. Assim, houve até uma flexibilização no que se entende por traição.

Possivelmente, a maça envenenada pela madrasta teria outra ou outras candidatas a esse personagem nesse tempo em que vivemos, já que a noção de exclusividade romântica cada vez mais cede espaço ao relaxamento das tantas normas sociais, como as que circunscrevem o casamento. Qual o marido ou a esposa que não tem aquele amigo virtual e é surpreendido por mensagens matinais? É a tecnologia promovendo a felicidade nas relações. Pois, alguém já havia dito que todos precisamos de uma amante, não precisa ser físico, pode ser um bem, ou uma matéria, uma idéia. Algo que nos arranque da postura de conformismo e nos devolva o brilho do olhar assim, como o dos apaixonados – A Bela e o Príncipe Encantado. Precisamos estar motivados.

Uma das dúvidas que geralmente temos nos amores virtuais é sobre os efeitos psicológicos entre o amor convencional e amor on line. E pasmamos ao identificar que as emoções tanto de ciúmes, como de desejo são reais. Evidente que a internet enconraja outros tipos de troca de relacionamentos. Os tímidos que o digam. De modo que o papel do da imaginação no relacionamento on line é consideravelmente muito maior em comparação com o real.

Assim, atesto que o amor segue sendo importante na construção da felicidade das pessoas. Estas só precisam ficar atentas onde o príncipe ou princesa fica, cuidar das relações em rede e as da vida (real), é uma necessidade. A constituição do indivíduo se dá na interação desses domínios on line e off line. Só assim, conseguiremos ser felizes de verdade, e finalmente poder dizer inúmeras vezes a parte do “felizes para sempre”, com a convicção de que “sempre é tudo que agora se faz eterno”, como nos ensina o mestre baiano Saulo Banda Eva.

Existem fases da vida que são mesmo inesquecíveis...

O colégio, os amigos, os ideais... Desde pequena, sempre quis estar metida em conversa de adulto, conforme se dizia... Então, vi os noticiários mostrando a juventude ocupando as ruas na década de 90. Para mim, era um tanto estranho, tanta gente nas ruas de caras pintadas, a tinta reluzia menos que a vontade de fazer mudança expressa nas caras de meninos e meninas, o querer transformar, tornar o país menos corrupto e com melhores condições de vida. Nesses olhos eu via pela televisão lágrimas, eu via vida.

Mais tarde, na escola, ouvi muito sobre os jovens na ditadura tentando driblar as imposições do governo com todas as manifestações artísticas, possíveis e impossíveis para manifestarem seu pensamento. Isso tudo em momento em que era proibida a liberdade de expressão, contrariar o governo podia gerar tortura, ou qualquer outra forma de exclusão do sujeito, como o exílio. Contudo, o processo antidemocrático não conseguiu impedir a forma de protesto encontrada por tantos artistas. Traduzem esse momento sombrio vivido pelo país os grandes como Chico Buarque, Caetano, Gil, Elis Regina e tantos outros.

Hoje quando me pedem preu refletir sobre nossa geração e sua chegada ao vestibular sinto uma sensação de esvaziamento. Porque faltam ideais, faltam valores. Infelizmente, o jovem desse tempo, é muito influenciado pelos valores capitalistas, individualistas de sua era, e daí fazer a diferença nessa perspectiva é mesmo um processo árduo. Fazer vestibular para ganhar dinheiro é um projeto de vida no mínimo lucrativo. Mas nos perguntamos será que é apenas disso que o país precisa?

Necessitamos de muitos Ernestos Che Guevara, para nos ensinar como se faz medicina, para nos ensinar o processo de reumanização das ciências na prática. Ás vezes me parece que aprendemos muitas fórmulas para aplicar ao nada. Por isso, o Raul já cantava “ Mas todo mundo explica, explica Freud, o padre...”. Mas quem faz diferença?! Quem vai às ruas? Quem protesta? Quem dialoga com o povo e suas necessidades?! É importante ter o domínio das carências de nosso povo para entrar nas universidades, ou ao menos, é isso que ela espera do candidato nos processos seletivos. Para mim, isso não é difícil, pois a história já nos provou que é das adversidades, que saem as artes, como ilustrou o exemplo da ditadura. Logo, fazer a diferença é uma necessidade que nossos jovens devem estar engajados.

A partir de todas referencias de tantos sujeitos sociais que mudaram a história acredito que vale acreditar que uma andorinha só faz verão! Então, não há quebra-cabeças complexo, se entendermos a pulsão que caracteriza a juventude precisa ser bem canalizada. A formação dos jovens tem que ser pautada em valores de solidariedade e companheirismo. Abraçarmos a campanha do coletivo faz a diferença tanto nos nossos projetos individuais, quanto nos da maioria. Se entendermos isso, nossos dias serão como os da infância, ternamente de verão. E para a história do país esses momentos serão inesquecíves....

miércoles, 4 de mayo de 2011

Dia triste!


E eu vinha me convencendo de que havia outra em meu lugar!!!
Daí não insistiria, de resto era contemplar as lembranças
Como quem vê o azul do mar... Era insuportável a saudade,
Mas não era maldade dele, era seu novo estado...

E eu tinha que aceitá-lo!!! Odeio essa parte do filme,
Sempre tão igual - por que as despedidas não têm o tom
Sensacional dos começos?!Necessito de muitos enredos,
para entreter-me sem esse novelo que eu mesma escolhi,
quando já sabia as consequências de minhas fugacidades!

Errar duas vezes seguidas contraria os princípios de inteligância
de minhas ilhas...Lá, lá vem novas despedidas!!! E meu coração
não se cansa de ter esperança e dizer SIM. Porque a paixão, é a combustão,
que o conduz e o seduz inexplicavelmente SEMPRE!!!

Mapa da alma de uma arcanja

Como seria ficar com você?
Eu acho que teria gosto de surpresa, ainda que o encontro fosse planejado;
Sabor de chuva molhada no corpo inteiro, do brilho do sol batendo em meus cabelos
Quando sua boca em meus lábios encostava... E a banda sinfônica dos céus anunciava
O mais difícil de acontecer - a bela conceder um beijo ao plebeu!!!

Não sei como, mas imagino teu gosto, um sabor generoso de caqui,
Saibas que sempre ao comer essa fruta, imagino-me desnuda
As apreciar as várias camadas decifradas por meu querer!
Hum... Onde está você?! Representante desse meu desejo?!

Já te quis tanto, fruta do meu jardim
Hoje mais uma lembrança do que seria beijá-lo, meu corpo derreteria com seu ritmo,
E você conduziria os passos dessa dança, eu voltaria a ser criança acho que bailaríamos muito
Afinal, nossos corpos se entendem bem, as almas que não!!Como diria Bandeira.

Ficar com você teria gosto de natureza, de intensidade e verdade de sublime momento
Vivido e esquecido a um só tempo, seria possível!? Hum, pouco provável, quando o condutor
Por si só é marcante e inestimável nessa dança relevante que nos envolvemos!
Amor terreno e meu mapa!

Bagunça no interior do quarto

A conquista da liberdade é algo que faz tanta poeira, que por medo da bagunça, preferimos, normalmente, optar pela arrumação. Andrade, Carlos Drummond de

Ontem à noite, decidi arrumar meu quarto, eis tarefa mais que difícil – desfazer dos papéis velhos – organizar cada coisa em seu lugar. É uma tarefa que demanda tempo, já que se desfazer das lembranças é sempre momento de muita relutância. Por isso, minha mãe reclama tanto da bagunça em meu quarto. Curioso é que nesse caos em que me encontro, mudanças não são opção, traduzem-se numa imposição inconsciente de crescimento.

Encontro poemas, cartas, recordações várias e um desejo meu incessante de fazer-me melhor a cada reescrita. Achei tão bonito o feito de reescrever sempre para melhorar-me que identifiquei mais acertos que erros em minha trajetória. E já concluía que independente do pouco se faça, a longo prazo é sempre um bom caminho...

Era verdadeiro o desejo de arrumar as coisas, a ordem oferece mais segurança ao ser humano. E, por primeira vez, me parecia realmente que cada coisa assumia o seu lugar. Daí fui sendo tomada por uma falta de ar, ao identificar mais um processo de transição. Mais uma vez eu deixava de ser menina. Era, agora, adulta comprometida com meu espaço.. (Odeio crescer, culto à eterna infância...). Mas Lya Lulft já nos ensina que com as perdas só há uma coisa a fazer: perdê-las. Eu já era mulher... Adeus a infância!!

Eu não ia chorar, mas inegavelmente não era aquele ideal de felicidade que eu havia sonhado. A normalidade me assusta nessa vida maluca, em que quem arruma põe tudo, tudo tão igual... Quero a loucura do artista, quero não achar o livro preferido na estante para encontrar tantos outros nas bibliotecas, Quero jogar fora todos os exercícios em branco, oportunidades não logradas, guardar com carinho os deveres ainda não terminados é sempre tempo de responder ao inusitado. E, finalmente, levar comigo todos rascunhos, pois sei que a releitura dos mesmos fará a diferença na interpretação dos meus textos atuais e vindouros.

É, isso, arrumação sempre mexe tanto comigo que só me dedico a isso em média de quatro em quatro anos, conforme a bagunça, ou em meses, como agora (... ). Não se trata de medo da bagunça, se trata de um caminho à liberdade identificado por meu coração, embora existam ainda tantas dúvidas, acho mesmo que é na solidão que reside minha transformação!

martes, 3 de mayo de 2011

A vida sem véus

Os dias têm sido mais áridos
Viver conosco é terreno árduo,
Faltam palavras, faltam sentimentos
Quando será a próxima colheita?

Meu solo descansa o desejo não alcança
Realização, o peito em solidão não produz
Nem uma lágrima, nem uma marca de inspiração
Ninguém para amar, nem para chorar...

Os dias têm sido mais áridos
Meu estado de ausência de lutas
Tudo é tão normal, tão dentro da ordem
Não haverá mais colheitas, não como antes...

O desafio de viver sem amantes
Ver a vida sem véus, inventar o anel de saturno!
Comigo mesma, oh natureza difícil...

A de extrair a matéria de minha poesia do íntimo,
Dessa coisa que me deixa louca e chamo amor!

lunes, 2 de mayo de 2011

A ausência do reecontro

Baby, tantas vezes cantei o quanto te amo
E te cantaria mil vezes adoro tê-lo em meus planos
Ocorre que você me apontou uma outra direção
O caminho, o caminho de meu coração...

E assim tenho me encontrado em suas ausências
Parei de ter medo do escuro, ou do que pareça inseguro,
Dei um tapa no meu medo do não, espanto a solidão
E descobri minha face de ternura indescritível...

Sei que você jamais entenderia essa minha maneira louca
De ver o mundo, alguém falou proteção?!
Na época pareceu boba pergunta, hoje revelação!!!

Escrevo para preservar o mundo fantástico da minha infância,
Aquele que todos se desprenderam aos oito anos,
Escrevo para sentir-me, pois é só através da escrita que me vejo...

Como novelo enrolado pela vida e consumido em um só beijo
De muitos e muito desejoss onde só vejo com tua ausência!

domingo, 1 de mayo de 2011

A vã luta com as palavras

A luta com as palavras é vã
Quando me falta um suspiro poético,
A luta com as palavras é vã
Quando não vejo o que espero,

A luta com as palavras é vã
Quando já não há dores poéticas
A luta com as palavras é vã
Quando não estás em minha esfera

A luta com as palavras é vã,
Quando não há desejo de excitação,
A luta com as palavras é vã
Quando não há solidão...

A luta com as palavras é vã,
Quando tudo se modificou,
Já não sou don Juan de Marco que sofre de amor,
Podia ser lindo se o ônus não fosse tão caro...

A perca do meu maior relicário...
A vã luta com as palavras!!!